23 de outubro de 2011

Network Audio

Com a digitalização da imagem e som, a cada dia vem aumentando a integração com a informática. Podemos também ver na rua, ou em qualquer outro lugar, pessoas ouvindo músicas ou assistindo a vídeos ou TVD (TV Digital One Seg), através de Digital Multimedia Player, aparelho de celular Smart Phone (celular inteligente), Tablet, como iPod/iPhone/iPad da Apple, etc., onde a fonte da maioria é um download feito pela internet. A popularização é tão grande que até os fabricantes de equipamentos de áudio e vídeo de qualidade, já aceitam músicas ou vídeos onde a origem é destes equipamentos ou internet, lançando Dock para iPod e novos equipamentos com conexões USB e LAN. Rede local (com ou sem fio) de multimídia dentro de casa, é a forma de compartilhamento que vem aumentando a cada dia, integrando PC e Home Theater com estes novos equipamentos.

A qualidade de um áudio digital está vinculada à sua amostragem na digitalização, onde um Audio CD tem a amostragem de 44.1KHz/16bit e o áudio PCM de um DVD de 48KHz/16bit (ambos sem compressão). Os discos com melhores amostragens como SACD e DVD-Audio, que podem chegar a 192KHz/24bit, têm títulos bem restritos e necessitam de um Player que suportem estes discos (Universal Disc Player). A solução veio com a internet, onde hoje podemos encontrar alguns sites que oferecem músicas com amostragens diversas, normalmente em até 192KHz/24bit, mas em breve podem chegar a 384KHz/32bit.

Toda esta preocupação em ter músicas com amostragens superiores a um Audio CD, não tem nenhum sentido se não tiver como reproduzir, mantendo a sua qualidade em analógico. Lembrando que, para podermos ouvir uma música, que está em formato digital, há a necessidade em reconverter para analógico (DAC - Digital Analog Converter) e amplificar para excitar uma caixa acústica ou fone de ouvido, que irá gerar sinal sonoro que ouvimos.

Surgem novos módulos como iPod Transport (iPod Dock que retira o áudio ainda digital do iPod/iPhone/iPad), USB DAC, USB DDC (Digital Digital Converter), Network Audio Player, USB Headphone Amp, Network AV Amp/Receiver, USB CD/SACD Player, FireWire DAC (conexão via IEEE 1394 ou iLink), Network Transport, etc. Notem que os equipamentos tradicionais, vêm recebendo novas conexões, firmwares (software em chip) atualizáveis e processadores, que aceitam músicas digitais de alta definição em forma de arquivo de dados. Na ilustração, Digital Docking Station, DS-H01 da Teac, que retira áudio digital do iPod/iPhone/iPad, e que inclui também um DAC de 192KHz/24bit, é da mesma série Reference 01 como UD-H01 (USB-DAC) e A-H01 (AV Receiver Compacto).

Como a música é obtida pela internet ou fazendo ripping (ripar) de um CD/DVD usando PC, este precisa ser também de boa qualidade, capacidade e rápido suficiente para suportar as taxas destas amostragens e também ter os softwares (inclusive OS) adequados para poder fazer download, ripping e reprodução, ou seja, o PC se tornou um Audio Player de alta definição. De qualquer forma, montar um Network Audio, poderá se tornar um grande desafio e dificuldade para algumas pessoas que não têm nenhum conhecimento de informática.

Achei que ia ficar livre da informática, dedicando à imagem e som, mero engano. Mas o slogan antigo da Apple, do já saudoso Steve Jobs, User Friendly, que ouvi há muitos anos atrás, no início da microinformática (parecia um brinquedo de criança para quem era inicialmente de Mainframe como eu), vem sendo realidade. Sou ainda da época onde uma configuração era feita via Jumper ou Dip-Switch. Que mudança! O ideal mesmo seria, em fazendo as conexões dos equipamentos, eles se entendam sozinhos sem nenhuma interferência do usuário, no máximo, responder sim ou não a algumas perguntas bem simples.

Inicialmente farei uma rápida apresentação de alguns novos equipamentos e nas próximas postagens, escreverei com mais detalhes, incluindo as suas conexões.

USB DAC

USB DAC (Digital Analog Converter - Conversor Digital Analógico) é o módulo que recebe o áudio digital através da porta USB (Universal Serial Bus) ou de outras fontes e converte para sinal analógico, que alimentará um AV Receiver de um Home Theater.

É o módulo em rápido crescimento de venda por ser bastante simples na instalação, para apreciar músicas de altas definições, armazenadas num PC. A maioria já tem pré-amplificador e por isso servem como amplificador de fone de ouvido, e neste caso, é só conectar um bom fone de ouvido e apreciar uma boa música. Na ilustração, um sofisticado USB DAC da Antelope, Zodiac Gold, que chega a aceitar amostragens de até 384KHz/32bit, mas músicas de alta definição atualmente encontradas é de até 192KHz/24bit, por enquanto.

Network Audio Player

A fabricante inglesa Linn é uma das pioneiras em apostar neste conceito em ouvir música de alta definição, lançando a sua linha DS (Direct Stream).

As músicas armazenadas em HDD (Hard Disc Drive) conhecida também como NAS (Network Attached Storage), obtidas através da internet ou ripadas de discos, são acessadas via uma Home Network (HAN - Home Area Network), que é uma LAN (Local Area Network) residencial, com ou sem fio, pelo Network Audio Player que alimentará um AV Receiver de um Home Theater. Na ilustração, Network Audio Player da Denon, DNP-720SE, que tem suporte para AirPlay da Apple e DAC de até 192KHz/24bit de FLAC e WAV.

Para quem já tem uma LAN e Home Theater, é bastante simples fazer a conexão, mas para quem não tem nada e sem conhecimento de informática, é bastante complexo. Os novos equipamentos vem a cada dia simplificando a conexão, mas assim mesmo não é muito simples aos leigos no assunto. Melhor é solicitar auxílio a quem conhece.

Network AV Receiver

Para quem já tem ou pretende comprar o mais moderno AV Receiver com portas USB e LAN com decodificador FLAC, WAV e outros para amostragens de alta definição, e que tenha um bom DAC interno, pode ignorar os módulos acima,  fazendo a conexão direta na rede. Muitos já vem com AirPlay. Na ilustração, Network AV Receiver, top de linha da Pioneer, SC-LX85 de 9.2 canais com potência de 140W por canal, tem processador de áudio Hi-bit 32, aceita músicas FLAC e WAV de até 192KHz/24bit, AirPlay, DTS Neo:X e Dolby Prologic IIz para caixas Front Wide e Front Height.

PC com HDMI

Para quem tem PC com DLNA/Windows 7 ou Mac que tem HDMI e um bom AV Receiver também com DLNA/HDMI e decodificador PCM de alta definição, é só fazer a conexão direta e apreciar as músicas de alta definição (é só fazer a configuração no PC). A desvantagem em relação a USB é que as músicas são convertidas para PCM (WAV).

Universal Disc Player

Alguns Universal Disc Players ou até BD Players, já conseguem reproduzir Data Disc com arquivo de músicas no formato WAV e/ou FLAC de alta definição, pois algumas lojas da website oferecem além do download, músicas em mídias como DVD, pois dependendo da situação, download poderá demorar muitas horas e ainda com risco de dar problema, nesta situação, comprar uma mídia seria mais segura. Também seria uma opção para quem quer ter um disco físico original, em vez de simples arquivo em HDD. Neste caso fica PCless (sem PC), pois alguns já acessam sites para poder fazer download de músicas e filmes. Na ilustração, Universal Network 3D Blu-ray Disc Player, BDP-93 da Oppo, além de todos os discos (incluindo SACD e DVD Audio), reproduz arquivos como FLAC, WAV, MP3, etc.

Ripping Software

Ripping ou ripar é um processo em copiar conteúdos de áudio ou vídeo de uma mídia para um HDD de um PC ou NAS, fazendo conversão do formato de arquivo que possa ser reconhecido por um Player de PC, normalmente como DSD (Direct Stream Digital), WAV e AIFF, que são sem compressão; WMA Lossless, FLAC (Free Lossless Audio Codec) e ALAC (Apple Lossless Audio Codec) que têm compressão Lossless (sem perda); MP3 e AAC (Advanced Audio Codec) que são Lossy (com perda). Alguns softwares de ripping fazem upsampling, ou seja, aumentam a amostragem. Lembrando que o conceito Lossless significa que o codec consegue recuperar o formato original de áudio digital antes da sua compressão sem perda e Lossy com perdas.

Alguns ripping software de áudio (Free é gratuito):

Windows XP/Vista/7:
    Exact Audio Copy (Free)
    dB PowerAmp (US$ 38.00)

Mac OS X acima der 10.4:
    X Lossless Decoder (Free)
    Max (Free)

Audio Player Software

Audio Player Software ou programa tocador de áudio para PC, é um software aplicativo que reproduz áudio digital que está em arquivo ou discos, fazendo com que o PC se torne um Audio Player. Os Sistemas Operacionais (OS - Operating System) como Windows e Mac OS nas versões bem antigas, não previam áudio e vídeo de alta definição, por isso verifique bem o detalhe em qual OS funciona o softwarte.

Outro importante aspecto, é analisar a capacidade do software em utilizar bem o recurso do OS, pois sempre irá utilizar parte do OS para liberar o áudio pela porta USB para USB-DAC, por isso o máximo de bypass seria desejável para não ter influência na qualidade de áudio. Em Windows, seria interessante o software ter recurso do driver ASIO (Audio Stream Input/Output) no caso do XP, que faz bypass, ou WASAPI (Windows Audio Session Application Programming Interface) no caso do Vista/7, que direciona o fluxo de áudio direto do aplicativo até o USB-DAC.

De qualquer forma, como qualquer Player, cada software trará um resultado diferente na qualidade de áudio, por isso é importante testar antes, baixando a versão de teste (Trial), se for adquirir.

Alguns sotfwares de Audio Player para formatos sem compressão ou Lossless:

Windows:
    Foobar 2000 (Free)
    XMPlay (Free)
    Media Monkey Gold (US$ 19.95)
    HQPlayer (US$ 144.13)

Mac OS X:
    Audirvana (Free)
    Decibel (US$ 33.00)
    Pure Music (US$ 129.00)

Músicas digitais de alta definição

Fazer ripping de um Audio CD com upsampling (amostragem superior a do CD), poderá até melhorar o som, mas não é a mesma qualidade de uma música já gravada originariamente em amostragens superiores como  192KHz/24bit.

Apesar de encontrar músicas de graça, relacionarei a seguir algumas lojas na internet que oferecem download de músicas digitais de alta definição, com ou sem DRM (Digital Rights Management):

    Linn Records da Linn
    HD Tracks
    Ototoy
    HQM (High Quality Music) da Kripton
    e-onkyo da Onkyo

Digitalização de disco de vinil

Outra opção em conseguir músicas de alta definição é realizar digitalização de discos de vinil (para quem tem coleção de LPs que são insubstituíveis) numa amostragem como 192KHz/24bit e ter como um arquivo num PC ou NAS, para poder apreciar a qualidade de áudio analógico de um vinil, sem chiado, se fizer uma boa filtragem, editando. É um assunto que merece ter uma página exclusiva e por isso escreverei oportunamente.

PC Audio

Utilizar um PC como um Audio Player, traz ilimitadas aplicações e recursos, mas para alguns audiófilos, seria um Player de baixa qualidade. Pode ser uma certa resistência, mas de fato, por enquanto, PC não foi produzido para ser um Audio Player de alta qualidade, pois possue muitos componentes que podem produzir ruídos (inclusive sonoro - barulho que incomoda) como HDD, ventiladores, alimentação sem boa filtragem, etc. Alguns fabricantes ou montadoras, estão começando a oferecer PC com finalidade em utilizar como Audio Player (PC Audio), que utiliza SSD (Solid State Disc) em vez de HDD, menor quantidade possível de ventiladores ou até sem (Fanless), uma fonte com ótima filtragem, etc.

Veja também:

Som: Analógico x Digital
Disco de vinil
Áudio puro
Home Theater
AV Receiver
Codec

13 de agosto de 2011

Direto do Japão

Após um tempo sem escrever, finalmente estou voltando a publicar novas páginas, mas agora do Japão, por um período não determinado. Por ter pouco tempo disponível, estarei escrevendo bem devagar, na medida do possível. Morando em Kobe, Hyogo, a 30 minutos de Osaka, onde costumo visitar frequentemente o bairro de produtos eletroeletrônicos, Namba (Den Den Town), para conhecer as novidades. Não é tão grande como Akihabara em Tóquio, mas tem muitas lojas. O maior número de turistas encontrados por aqui é de chineses, por isso, os produtos Duty Free são Made in Japan.

Após uma espera de 2 meses e meio pela internet, foi realizada a conexão da fibra óptica (Hikari Flets High Speed) de 200Mbps pela NTT (Nippon Telephone & Telegraph). Enfim plugado ao mundo novamente, agora em alta velocidade, ou banda larga de verdade.

A grande novidade que pude apreciar até o momento, é a qualidade da imagem 3D. Nas telas maiores em torno de 60 polegadas, num ambiente escuro, dá para sentir a profundidade da imagem com  ótima qualidade. Tanto TV 3D por polarização de luz da LG e autoestereoscópica da Toshiba não me apresentaram uma boa impressão, preciso avaliar melhor. Outra grande atração é a conexão com ou sem fio de equipamentos de áudio, vídeo e PC como Net Audio, USB-DAC, etc.

Mas a grande movimentação estava mesmo no encerramento da transmissão de TV analógica que ocorreu em 24 de julho, programação encerrada ao meio dia, mantendo no ar somente a tela com a informação do encerramento da transmissão analógica e o telefone de contato para esclarecimentos aos desavisados e àqueles que não acreditavam, até a meia noite, quando o sinal foi interrompido definitivamente.

Com excessão nas províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima, onde uma boa parte da população está abrigada em escolas e outros lugares, aguardando a construção da moradia temporária pelo governo, resultado do terremoto e consequente tsunami, ocorrido em 11 de março, que também danificou a usina nuclear de Fukushima. Até hoje ocorrem réplicas do terremoto, algumas bem fortes. Nestas províncias a transmissão da TV analógica deverá encerrar no dia 31 de março de 2012.

Visto a grandes dificuldades, as operadoras de TV por assinatura estão mantendo os canais analógicos, convertendo o sinal digital para analógico. Algumas prometem manter até março de 2015.

Uma parte da população, copiando bons brasileiros, deixaram para última hora, com isso os conversores de TV digital para poder acoplar e continuar assistindo no aparelho de TV analógico, desapareceram do mercado. Os TVs digitais mais em conta estão com prazo de entrega superior a 1 mês. A venda de TVs digitais no mês de julho cresceu 2.2 vezes em relação ao mesmo mês do ano anterior e algumas lojas sentiram movimentação de clientes 10 vezes superior ao mês de junho.

Se um país como o Japão teve estes problemas, como deverá ser no Brasil em 2016, quando irá encerrar a transmissão da TV analógica? Quem não quer ou não pode comprar TV digital, é bom comprar um conversor com boa antecedência, para não ficar sem TV.

A necessidade da redução de consumo de energia elétrica em 15% em consequência dos problemas de usinas nucleares de Fukushima, Hamaoka (Shizuoka) e recentemente de Fukui, os fabricantes estão sem condição de aumentar a produção, onde alguns estão alterando horários e dias da semana de trabalho, tentando evitar assim o apagão programado. A população está comprando ventiladores para reduzir o uso de ar condicionado, justo no ano em que o calor está terrível. Até os ventiladores USB estão na moda e disponibilizados em diversos modelos e tamanhos e as lâmpadas LED que têm baixo consumo de energia.

Um produto curioso que aumentou a venda é o espiral contra mosquitos e pernilongos, para substituir os elétricos que é comum por aqui. As fábricas não estão dando conta do pedido.

Após 66 anos da tragédia de bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, jogadas pelos americanos em agosto, o Japão está sofrendo novamente com problema de radioatividade que contaminaram solos e alimentos, gerando grandes consequências econômicas à região, tanto comercial e turístico. Acompanhando os documentários e reportagens, é possível ver como o povo está sofrendo. Existem centenas de milhares de desaparecidos onde a maioria foram engolidos para o fundo do mar pelo repuxo do tsunami. As cenas são realmente de arrepiar.

Afinal este blog não tem como objetivo falar destes assuntos, mas não podia deixar de comentar um pouco, e manifestar que usinas nucleares não são nada seguras, diante da fúria da natureza. É melhor procurar rapidamente energias alternativas que não incomodem o meio ambiente, pois não podemos ficar sem esta energia, para poder apreciar imagem e som de alta definição.

Além da tragédia natural, o Japão tem ameaça da "nova" crise econômica mundial e valorização excessiva do iene em relação ao dólar, hoje beirando 76 ienes para cada dólar (antes da crise de 2008, estava em torno de 120 ienes). São muitos problemas.

De qualquer forma a vida continua e o Japão também, por isso estarei informando novidades tecnológicas do mercado de imagem e som, diretamente do Japão. Acompanhem também as atualizações de postagens anteriores.

日本のみなさんもよろしくおねがいします。

がんばれ!日本。


Atualizações:

26/ago/2011: A Sharp abre uma empresa em São Paulo, com capital de 30 milhões de reais, denominada Sharp Brasil Comércio e Distribuição de Artigos Eletrônicos Ltda. (SBCD), com objetivo de fortalecer a venda de produtos eletrônicos de consumo e equipamentos de comunicação e informação. Está apostando no crescimento econômico do país e dos grandes eventos esportivos mundiais que ocorrerão, Copa de 2014 e Olimpíada de 2016. Maior detalhe no site da Sharp


10 de fevereiro de 2011

Formatos de vídeo HD

Quando se fala em formatos de vídeo, podem gerar dúvidas e confusões, por isso é melhor deixar claro que o tema abordado aqui é o formato de arquivo, que trata de vídeos capturados pelas filmadoras digitais de alta definição, com as respectivas codificações do conteúdo e formato recipiente (container format). O formato de vídeo mais comum nas filmadoras analógicas domésticas era o VHS, e hoje, nas filmadoras digitais de alta definição é o AVCHD.

Durante a filmagem, a imagem e o som são digitalizados e depois compactados através de algum codec (áudio LPCM é sem compressão), para reduzir o tamanho do arquivo digitalizado. O vídeo, o áudio e eventualmente alguns dados, como metadados, são processados e multiplexados, formando único bitstream (fluxo de bits em série), que serão gravados como arquivo em alguma mídia (HDD, cartão de memória flash, disco óptico, fita magnética, etc.).


Um formato de vídeo contém, informações de vídeo, áudio e eventualmente alguns dados, podendo suportar mais de um tipo de codec ou vários perfis de um padrão, conforme a sua especificação (muitas vezes são atualizadas, gerando novas versões). Pode ocorrer confusão, achando que um formato de codec é o mesmo que um formato recipiente, pois um padrão como o da MPEG (Moving Picture Experts Group), especifica os codecs de áudio e vídeo com vários perfis e até o formato recipiente (sistema). MPEG-2 TS (Transport Stream) é o formato recipiente para transporte de dados, mais utilizado por diversos formatos de vídeo, inclusive na transmissão de TV Digital.

A vantagem e aplicação de um formato de vídeo ou outro, numa filmadora, depende muito de características desejadas como, qualidade da imagem e som, quantidade de dados (bit rate), quantidades de quadros (frame rate), velocidade de processamento, complexidade de codecs, menor perda de dados, facilidade na edição, etc.

Amostragem da digitalização

Para obter uma boa qualidade de áudio e vídeo, é preciso considerar como sendo o primeiro passo, a frequência de amostragem (sampling rate) da digitalização, pois, quanto maior a frequência e quantidade de bits, melhor a qualidade. No caso do sinal de vídeo, temos ainda a subamostragem, onde numa filmadora padrão temos 4:2:0, e nas profissionais temos ainda a opção de 4:2:2 ou até 4:4:4. Se deseja ter mais detalhes, veja em Digitalização de imagem e som e Pixel e imagem digital.

Codec

Existem vários padrões de codec (compressão e descompressão), e os mais utilizados são da MPEG (MPEG-1, MPEG-2 e MPEG-4), que tem vários perfis (profile) e níveis (level), conforme a qualidade desejada. MPEG-4 Parte 2 é compatível com H.263 (DivX, Nero Digital, etc.) e MPEG-4 Parte 10 é referido como H.264 ou AVC. Muitos codecs de um formato de vídeo, utilizam parte de um padrão MPEG. Um codec pode ser lossless (sem perda) ou lossy (com perda). Veja mais detalhes em Compactação ou compressão de áudio e vídeo, ou no site da MPEG.

Bit Rate

Bit Rate é o número de bits que são transportados ou processados num determinado tempo (segundo). A sua unidade é mais conhecida como bps (bit por segundo), mas a abreviação formal é de bit/s para não ser confundido com Bps (Byte por segundo), pois 1 Byte é composto de 8 bits (1 Byte = 8 bits). Poderá notar que, em geral, quanto maior a qualidade, maior será a taxa gerada. Por exemplo, a qualidade de imagem Full HD que tem uma taxa de 35Mbps, tem uma qualidade muito superior do que uma que tem somente 15Mbps (alguma coisa precisou ser sacrificada para reduzir de volume). Note bem que um bit rate pode ser do codec (áudio ou vídeo) ou do sistema (já multiplexado). A seguir, um dos fatores que influenciam na taxa, durante a compressão.

VBR (Variable Bit Rate): A quantidade de dados gerados depende da complexidade da imagem. Nos segmentos mais complexos e de movimentos rápidos, são gerados em maior taxa e nos segmentos menos complexos, em menor taxa. A grande maioria das filmadoras utilizam este processo, pois consegue obter boa qualidade de imagem com menor taxa, apesar de ter processamento mais demorado.

CBR (Constant Bit Rate): Como a taxa de saída é constante e definida, muitas vezes não consegue manter a qualidade da imagem nos segmentos mais complexos (para manter a qualidade, é necessário ter uma taxa bem alta), e nos segmentos menos complexos, há desperdício com dados inúteis. Por gerar alta taxa, para obter alta qualidade na imagem, é mais utilizado nos formatos de filmadoras profissionais. Várias filmadoras disponibilizam opção de gravação em CBR, mas na resolução menor.

Frame Rate

Frame Rate é a frequência em que um dispositivo de imagem, produz consecutivas imagens (frame - quadro) num determinado tempo (segundo), que é normalmente expresso em fps (frame per second - quadro por segundo). Esta sequência de imagem estática (quadro) é que dá a ilusão de movimento. No cinema é utilizado 24 fps, mas em geral no vídeo, é de 30 fps ou 60 fps (na Europa é de 25 fps ou 50 fps - PAL e SECAM), que podem ser ainda entrelaçados (i ou interlace) ou progressivos (p ou progressive), por isso no vídeo entrelaçado, fps é referido como sendo field per second (campo por segundo). Em geral, 60 fps refere-se a 60 campos entrelaçados, que equivale a 30 fps (frame per second), ou seja 60i = 30p, por isso observe bem nas características, se a filmagem é em entrelaçada ou progressiva (i ou p). Em NTSC, os valores exatos são: 23.976 (24), 29.97 (30) e 59.94 (60). Se deseja mais detalhes, veja em Refresh rate, Filmadora e 1080i 1080p 1080/24p.

Compressão Inter-frame e Intra-frame

Quando uma imagem é "varrida" para amostragem, os segmentos que se repetem sem alterações, são chamados de redundância, e onde há variações, de entropia. A redundância ou entropia dentro do mesmo frame é considerado espacial, e entre uma sequência de frames, de temporal. Por exemplo, num vídeo somente de rosto, de uma pessoa falando (sem movimentar e sem piscar os olhos), a entropia temporal ocorre na região da boca (está movimentando para falar), e o resto é redundância temporal (não há variação).

Inter-frame: Uma compressão realizada utilizando redundância/entropia espacial e temporal, é conhecida como inter-frame, ou seja, um grupo de imagens consecutivas são correlacionadas para fazer a compressão. Conhecido também como Long GOP (Group of Pictures), que em geral, é composto de 15 imagens. Apesar de ter grande processamento (mais demorado), perder um grupo de imagens se ocorrer um erro e ainda ser mais difícil na edição, a maioria dos formatos utilizam esta compressão, porque consegue ser mais eficiente (quase o dobro do intra-frame), fazendo boa compressão, mantendo boa qualidade na imagem.

Intra-frame: É a compressão realizada usando redundância/entropia espacial, ou seja, a compressão de cada frame é totalmente independente de outros frames. Conhecido também como Short GOP.  Por ser somente dentro do próprio frame, o processamento é rápido, perda é pequena (só ele) e por isso é bem mais fácil na edição (não depende de outras imagens), mas o problema é que gera grande volume de dados, ou seja, alta taxa de transferência, consequentemente necessita de espaço de armazenamento muito maior do que inter-frame. É utilizada nas filmadoras profissionais de alta qualidade (principalmente Broadcast) e nas imagens do cinema digital (DCI - Digital Cinema Initiatives).

Formatos de vídeo HD

A seguir, alguns formatos mais utilizados em filmadoras de alta definição e outros mais específicos. Veja as principais especificações de alguns formatos na tabela abaixo.


HDV: High Definition Video. Criado em 2003 pelas empresas JVC, Sony, Canon e Sharp, originariamente para resoluções de 720p (HDV 1) e 1080i (HDV 2). Por utilizar a fita magnética do tipo DV (DV/miniDV), é um formato linear. Devido à restrição da fita magnética, apesar de capturar imagens em 1920x1080 pixels, a gravação é feita fazendo uma compressão na horizontal para 1440 (1440x1080). Atende a mercado profissional e doméstico, mas cada vez mais está sendo substituído por outros formatos não lineares. Detalhes no site da HDV.

AVCHD: Advanced Video Codec High Definition. Formato criado em 2006 pela Sony e Panasonic, inicialmente para filmadoras domésticas de alta definição, de armazenamento não linear (HDD, DVD, memória flash, etc.), mas devido a sua qualidade, hoje é utilizado também em algumas filmadoras profissionais. A grande vantagem deste formato é que, se gravado, por exemplo, num cartão de memória flash, poder ser reproduzido diretamente em alguns Players ou HDTVs que aceitem este formato e mídia. Surgiram os formatos complementares como AVCHD Lite para vídeo de até 720p30, e os profissionais AVCCAM pela Panasonic e NXCAM pela Sony. Detalhes no site da AVCHD.


TOD: A JVC criou um formato intermediário entre HDV e AVCHD utilizado na primeira filmadora que gravava em Full HD (HDV grava em 1440x1080), modelo GZ-HD7 lançada em janeiro de 2007 e em outros modelos posteriores (já com opção de TOD ou AVCHD). Este formato era praticamente um HDV (mesmos codecs e sistema) gravando na resolução de 1920x1080, utilizando mídia não linear (HDD e cartão de memória SD), com bit rate de até 30Mbps (média de 26.6Mbps). O áudio era, MPEG-1 audio layer 2, 48KHz/16bit, 384Kbps. Um formato que não recebeu um nome oficial e ficou conhecido pela sua extensão .tod, como o MOD.

XDCAM: Formato para mídia não linear, Professional Disc (disco óptico do tipo Blu-ray em cartucho), criado pela Sony em 2003, para resolução padrão (XDCAM SD), depois para alta definição (1440x1080) em 2006 (XDCAM HD). Em 2007 anunciou o XDCAM EX para gravar em cartão de memória SxS, onde a JVC licenciou este formato, mas para gravar em cartão de memória do tipo SD. Em 2008 apresentou o formato XDCAM MPEG HD422 para filmadoras profissionais de alta qualidade. Veja mais detalhes em XDCAM e XDCAM EX no site da Sony.


CANON XF: É um formato da Canon para filmadora profissional, baseado em codec MPEG-2 4:2:2 Full HD, Long GOP de 50Mbps (CBR) ou em subamostragem 4:2:0 em até 35Mbps (VBR). É compatível com MXF (Material eXchange Format), que é um formato aberto, definido pelo padrão SMPTE, por isso é aceito na maioria dos softwares de edição profissional. Contém áudio, vídeo e metadados (metadata), que são dados que descrevem o material contido como, tipo de arquivo e outros atributos específicos relacionados ao arquivo (informação da câmera, data, hora, etc.). O vídeo é armazenado em cartão de memória CF (Compact Flash) e fotos e outros dados em cartões do tipo SD. O áudio é normalmente LPCM de 48KHz/16bit estéreo. Veja mais detalhes no site da Canon.

AVC-Intra: É o formato da Panasonic, apresentado em 2007, baseado em H.264/MPEG-4 AVC, para armazenar em cartão de memória P2, na compressão intra-frame, para filmadoras profissionais de alta qualidade. Tem três classes que são: AVC-Intra 50 de 50Mbps, AVC-Intra 100 de 100Mbps (CAVLC - Context Adaptive Variable Length Coding, tipo lossless) e AVC-Ultra que suporta  imagens 3D e que pode ter uma imagem de 1920x1080/24p e 2048x1080/24p 4:4:4 a 12 bit, bit rate de até 200Mbps. Veja mais detalhes no site da Panasonic.

Câmeras compactas: As câmeras digitais/filmadoras compactas de alta definição, utilizam normalmente formatos de vídeo com qualidade inferior, de menor taxa, mesmo sendo Full HD. Veja alguns formatos em Filmadora Full HD compacta.

Atualizações

10/fev/2013: A ITU (International Telecommunication Union) anunciou em 25/01/2013, um novo padrão de compressão de vídeo H.265, conhecido como HEVC (High Efficiency Video Coding). É o padrão de compressão sucessor de H.264/MPEG-4 AVC. Consegue o dobro de compressão do antecessor e pode suportar o vídeo UHD (Ultra High Definition) de até 8K (8.192x4.320). Mais detalhes, veja o press release da ITU.


Veja também:
Cartão de memória flash
Filmadora de alta definição
Câmera fotográfica
Câmera digital de lente intercambiável sem espelho
Imagem de alta definição
Imagem RAW
Transferência de imagem e som HD

26 de janeiro de 2011

UHDTV, 8K4K ou SHV

UHDTV (Ultra High Definition TeleVision - TV de Ultra Alta Definição), também conhecido como 8K4K (resolução em torno de 8000x4000), considerado como o sucessor de HDTV, vem sendo desenvolvido desde o ano 2000, logo após o HDTV, pela Science & Technical Research Laboratories (Laboratórios de pesquisas técnica e científica) da NHK (Nippon Hoso Kyokai) ou Japan Broadcasting Corporation, uma empresa estatal de rádio e televisão japonesa, que denomina o novo sistema de SVH (Super Hi-Vision). Nos últimos anos vem recebendo cooperação da BBC inglesa e da italiana RAI.

A resolução de imagem do SHV é de 7680x4320 pixels (16:9) ou 33Mpixels, que é 16 vezes superior à resolução do HDTV, a 60fps progressivo, cada componente RGB é de 10bits. A distância para visualização é de 0.75x a altura da tela e portanto o ângulo para visualizar a tela é de 100°. O áudio é de 22.2 canais, sendo dividido em três níveis (camadas) para dar o realismo de som tridimensional. No nível superior (acima do ouvido) são 9 canais surround, no nível médio (altura do ouvido) são 10 canais surround e no nível inferior (abaixo do ouvido) são 3 frontais e finalmente 2 subwoofers (Ufa!). Para visualizar melhor a ilustração abaixo, clique na imagem.


Conforme a pesquisa da visão humana pela NHK, somente a resolução de 8K4K consegue refletir totalmente a habilidade sutil e nuança da visão 20/20. Visão 20/20 (1.0) é um termo utilizado para expressar uma acuidade visual normal, medido a distância de 20 pés (feet) ou 6 metros. Acuidade Visual é uma característica do olho em reconhecer dois pontos muito próximos. Cinema Digital que está partindo cada vez mais para a resolução de 4K2K, é para atender a necessidade da resolução de um filme.

Para apreciar a nitidez e detalhes da imagem do SHV, deve ser visualizada num display de pelo menos 100", que nesta resolução, praticamente é impossível enxergar o dot (pontinho), mesmo bem próximo da tela. Este tipo de transmissão é ótimo para uma grande audiência num telão, motivo de grande interesse e cooperação da BBC por causa da olimpíada de 2012, e que já utilizou o codec Dirac para apresentar a imagem de alta definição na olimpíada de Pequim em 2008.

Olhando o cronograma ou roadmap apresentado recentemente pela NHK, pode-se ver como objetivo (em vermelho), as olimpíadas de Londres (2012) e do Rio (2016), e em 2020 iniciar a transmissão experimental via satélite na frequência de 21GHz. Com relação à Display, em 2011 deve apresentar LCD de 100" Full SHV e protótipo de Plasma de 100" (SHV PDP) em 2012 e de Plasma de 65" em 2020.


Com relação ao áudio, numa residência é praticamente impossível instalar 24 caixas acústicas, por isso desenvolveu tecnologias que reduz para 8.1 ou 3.1 canais, mantendo a sensação espacial, mesmo com o downmixing. Também é possível fazer downmixing para 5.1 ou 2.0 canais.

Cronologia

2000: Inicia o desenvolvimento do sistema de TV de 4000 linhas.

2002: Apresentação formal do novo sistema ao público japonês.

2004: Denomina o sistema de Super Hi-Vision (SHV).

2005: Várias apresentações públicas do SHV no Japão, inclusive na Exposição Mundial de Aichi. Transmissão de dados do SHV sem compressão através de fibras ópticas.

2006: Apresentações públicas no exterior, NAB 2006 de Las Vegas, EUA e em Amsterdã, Holanda. Foi aprovado pela ITU-R (BT. 1769 LSDI - Expanded Large Screen Digital Imagery). Primeira transmissão via IP network, de Tóquio para Osaka, do programa anual de maior audiência do último dia de ano no Japão, 57ª NHK Kouhaku Uta Gassen - NHK 紅白歌合戦 (competição musical entre equipes vermelha e branca), numa tela de 450". Para poder fazer a transmissão, foi utilizado um codec desenvolvido pela NHK, que comprime o sinal de vídeo de aproximadamente 24Gbps para 180-600Mbps e o sinal de áudio de 28Mbps para 7-28Mbps.

2007: Formato da imagem se tornou padrão SMPTE (2036-1), como UHDTV 2. UHDTV 1 é para TV na resolução de 3840x2160 (4K2K).

2008: Multicanal de áudio 22.2 foi aceito como padrão SMPTE (2036-2).

Câmeras e projetores Full SHV

Nas apresentações iniciais, por falta de tecnologia, vinham utilizando alguns módulos, que juntando conseguia capturar ou apresentar imagens Full SHV, como 2 projetores 4K2K (Dualing - um para verde e outro para vermelho e azul) ou 2 sensores de imagem 4K2K para componente de cor verde, numa câmera (Dual-green), capturando com deslocamento, etc.

Em 2007, NHK anunciou o desenvolvimento de CMOS de 33Mpixels, mas somente em 2009 começou a utilizar uma câmera com 3 CMOS de 33Mpixels. Em maio de 2010, NHK apresentou uma câmera de vídeo Full SHV, desenvolvida em colaboração com a Hitachi, utilizando 3 CMOS de 2.5", RGB de 12 bits cada, que pesa 65Kg, junto com a tecnologia que transmite o sinal de vídeo Full SHV de 74Gbps, somente num cabo óptico. Veja nas atualizações do Filmadora de alta definição.


Em maio de 2008, a JVC anunciou o dispositivo D-ILA de 1.75" de 35Mpixels (8192x4320), que em maio de 2009, apresentou o seu primeiro projetor D-ILA Full SHV de 10.000 lumens e contraste de 5.500:1, utilizando uma lâmpada de xenônio de 3.000W, com luminosidade suficiente para telas de 400" a 600", onde cada pixel tem aproximadamente 1mm². A sua dimensão é de 108x125x456 cm, pesando 168Kg.

Em 17 de janeiro último, a NHK e JVC fizeram demonstração de um projetor compacto para SHV, onde utilizou uma tela de 280" e áudio de 26.2 canais. A tecnologia foi baseada no projetor D-ILA de 3820x2160 (8Mpixels), onde através do dispositivo e-Shift, que altera o caminho da luz, fazendo um deslocamento dos componentes de cor RGB, obtendo assim, uma imagem projetada de Full SHV. O e-Shift, dispositivo de resposta rápida, colocado na frente do LCOS, consegue mudar o índice refrativo da luz, executando um deslocamento de meia imagem na diagonal, obtendo o dobro de resolução da imagem projetada na tela (projeta meia imagem, desloca e projeta outra meia imagem). A luminosidade é de 3.000 lumens, utilizando 2 lâmpadas de mercúrio de alta pressão de 300W e contraste de 10.000:1, o seu consumo é de 1.100W. A dimensão é de 66x34.2x78.3 cm e pesa 50.5Kg. A comercialização deste tipo de projetor deverá ser de no mínimo daqui a 1 ou 2 anos conforme a JVC, que afirma que o seu custo será extremamente mais baixo do que o projetor que utiliza o dispositivo D-ILA de 8K4K.



O desenvolvimento de Display 8K4K poderá beneficiar muito o HDTV 3D autoestereoscópica (sem óculos), apresentando imagens de melhor qualidade e mais ângulos de visualização. Como é um sistema ainda em desenvolvimento, poderá ocorrer algumas mudanças nas características, até a sua efetiva implantação.

Conheça mais detalhes sobre SHV no site da NHK.

Se deseja conhecer desenvolvimentos de tecnologias nos laboratórios de pesquisa da NHK, como tecnologia de transmissão SHV, TV 3D Integral, Áudio 3D, etc., visite as páginas em inglês do NHK-STRL.

Atualizações

27/abr/2012: NHK e Panasonic anunciam o desenvolvimento em conjunto de um painel de plasma para display de 145 polegadas (resolução de 7680x4320). Press Release em japonês da Panasonic.

24/mai/2012: ITU (International Telecommunication Union) anuncia que definirá uma recomendação para o novo ambiente de transmissão de TV, Ultra High Definition Television (Televisão de definição ultra alta) ou HDTV. Será de 2 níveis, de 8 Megapixels (3840x2160) e de 32 Megapixels (7680x4320), ou 4K HDTV e 8K HDTV. Veja mais detalhes no press release da ITU.

Veja também:
HDTV
HDTV 3D
4K2K
Pixel e imagem digital
Imagem de alta definição
Projetor para Home Theater
TV Digital
TV Digital SBTVD/ISDB-TB

14 de dezembro de 2010

Porta-retratos digital

Com câmeras digitais, houve redução drástica na impressão de fotos, e por consequência, o porta-retratos para não se tornar uma peça de museu, precisou inovar, adaptando-se a novos tempos, tornando-se também digital. Embora em alguns países estejam obtendo sucesso, no Brasil está difícil de decolar. Talvez seja por causa de preço não muito atraente e/ou por desconhecimento de todos os recursos que ele pode oferecer como, tocar músicas, relógio despertador, calendário, atualização automática de imagens através de internet, reproduzir vídeos, etc., ou seja, deixou de ser somente porta-retratos. Hoje, existem no mercado mundial, variedades que oferecem recursos diversos e em boa resolução de imagem, inclusive em imagens 3D autoestereoscópica (sem óculos). Talvez a denominação de porta-retratos digital (Digital Photo Frame) esteja sendo associado como se fosse somente de fotos.

Tamanho de Tela

Os tamanhos mais encontrados comercialmente são de 7 a 20 polegadas (medida diagonalmente como em display), mas é possível encontrar de até 42". Os mais populares são de 7 a 10 polegadas.


Na ilustração acima, alguns porta-retratos grandes. Digital Spectrum, MV-1700 Plus de 17", resolução de 1280x1024 que aceita fotos JPEG, áudios MP3 e vídeos MPEG-1/2/4, preço em torno de US$ 290.00. Aluratek ADMPF119 de 19", resolução de 1440x900, 2GB de memória interna, fotos JPEG, áudios MP3, preço em torno de US$ 300.00. Piximodo, Reflection 20 de 20", resolução de 1280x960, memória interna de 1GB, fotos JPEG, áudios MP3/WMA, vídeos MPEG-1/2/4, AVI e WMV, preço em torno de US$ 300.00. Big E Frame, BIG42HDW de 42", backlight de LED, resolução de 1920x1080, memória interna de 2GB, Wi-Fi, preço em torno de US$ 1,600.00.

Formato de Tela

Formato de tela é um problema, pois não existe uma padronização, podendo criar distorção na imagem, dependendo do porta-retratos. É possível encontrar na relação de aspecto de 4:3, 15:9, 16:9, 16:10, 2:1, etc., por isso faça uma escolha correta, escolhendo um porta-retratos que tenha relação de aspecto mais próxima de suas imagens, ou então editar, alterando a relação de aspecto.

Definição de imagem

Definição de imagem é outro item onde há uma grande variação, afetada também pela variedade na relação de aspecto. Mas na resolução vertical, é comum encontrar valores como, 480, 600, 768, 900, 1024 e 1080, dependendo do tamanho da tela.


Na ilustração acima, alguns porta-retratos mais recentes de fabricantes japoneses, com as suas resoluções e alguns de seus recursos. Onkyo, LPF10M01 de 10.1", resolução de 1024x600, tela LCD com backlight de LED, memória interna de 512MB, fotos JPEG, áudios MP3/WMA, vídeos AVI/MP4, relógio despertador, calendário, pode ser utilizado como monitor (sub display), e como tem entrada HDMI, pode ser conectado um BD Player ou outros equipamentos que necessitem de display com entrada HDMI, preço em torno de ¥19.800 (US$ 210.00). Sony DPF-XR100 de 10.2", resolução de 1024x600, tela LCD com backlight de LED, memória interna de 2GB, fotos JPEG/BMP/TIFF/RAW, áudios MP3/AAC/LPCM, vídeos MPEG-1/4 (MP4), MPEG-4 AVC/H.264, AVCHD e Motion JPEG, relógio despertador, calendário, tem conector de saída HDMI e por isso pode ser conectado a um HDTV, preço em torno de US$ 250.00. Panasonic MW-20 de 9", resolução de 800x480, memória interna de 2GB, fotos JPEG, áudios AAC/MP3/WMA, vídeos iPod/iPhone (tem conector para iPod Dock), preço em torno de ¥23.000 (US$ 240.00). Pioneer Happy Frame HF-A820 de 8", resolução de 800x600, memória interna de 2GB, fotos JPEG, áudios MP3/WMA, vídeos Motion JPEG, relógio despertador, calendário, preço em torno de ¥17.000 (US$ 200.00).

Cartão de memória Flash

Por serem porta-retratos, aceitam quase todos os tipos de cartões de memória flash utilizados em câmeras digitais como, SD/SDHC/SDXC/MMC/xD/MS/MS Duo/CF, etc. e até Pen Drive (USB Memory).

Fotos

O formato de imagem mais aceito por todos os porta-retratos é o JPEG, mas alguns aceitam também TIFF, BMP e outros.

Áudios

Geralmente são dotados de dois alto-falantes para reproduzir áudio estéreo, pode ser para ouvir músicas em MP3, AAC, WMA, LPCM, etc., slide-show com música, assistir a vídeo com áudio, alarme do relógio, etc.

Vídeos

A maioria é capaz de reproduzir vídeos nos formatos MPEG-1/2/4, AVI, WMV, MP4, Motion JPEG, etc. ou ainda AVCHD.

Molduras

Apesar de ser um display digital, como a função principal é de porta-retratos, muitos fabricantes oferecem variedades de molduras como atrativo de venda, desde os clássicos imitando a madeira, até os designs bem modernos. Ele pode ser utilizado também como um quadro na parede. Também é possível encontrar em molduras dirigidas ao público feminino como da Elecom "La Maison de Mémoire", série DPF-D7WW1 Eternity Love, com opções nas cores preta, rosa e branca, é um porta-retratos de 7" com resolução de 800x400 e tem o preço em torno de ¥9.980 (US$ 117.00).

Recursos

Por ter porta USB, é possível encontrar porta-retratos com diversos recursos e finalidades como, fazer impressão da imagem conectando a uma impressora. Muitos têm a função também de relógio despertador e de calendário e ainda apresentar imagem de um relógio. É possível programar para ligar e desligar na hora programada ou que desligam automaticamente com a ausência de luz. Pode ter conector HDMI de entrada ou saída com HDCP (High-bandwidth Digital Content Protection) e por isso pode ser utilizado como display para BD Player ou então conectar a um HDTV. E vários outros recursos.

Porta-retratos Wi-Fi

Alguns modelos incluem Wi-Fi e podem ser conectados à rede ou internet. Pode ter o seu próprio endereço de e-mail ou outros acessos e receber fotos automaticamente. Na ilustração, porta-retratos com capacidade Wi-Fi da Toshiba e Kodak. Toshiba, DMF 102XKU de 10.1", resolução de 800x480, memória interna de 1GB, fotos JPEG/TIFF/BMP, áudios MP3/WMA, vídeos MPEG-1/2/4, relógio despertador e calendário, preço em torno de US$ 250.00. Kodak Pulse Digital Frame de 10.4", resolução de 800x600, memória interna de 512MB, fotos JPEG/EXIF, preço em torno de US$ 200.00.

Porta-retratos com imagens pré-instaladas

Alguns fabricantes oferecem ainda porta-retratos com imagens pré-instaladas. DreamMaker disponibiliza 8 séries de DMFART com imagens de pinturas famosas ocidentais e ukiyo-e japonês, Museu de Arte Digital, em torno de  40 a 55 obras, tela de 19", resolução de 1280x1024, memória interna de 2GB, fotos JPEG, áudio MP3, vídeos MPEG-1/2, preço ¥46.800 (US$ 550.00). Kaga Highteh com imagens do desenho animado One Piece, Digital Photo Frame Episode II, porta-retratos é da Kodak EasyShare P725 que tem tela de 7" na resolução de 800x600, preço ¥16.800 (US$ 195.00).

Porta-retratos 3D

Atualmente com imagens 3D em crescimento, vem aumentando a oferta de porta-retratos com imagens 3D. A imagem é autoestereoscópica (sem óculos), na tecnologia de barreira de paralaxe ou lente lenticular. Conheça detalhes em Imagens 3D estereoscópica.


Na ilustração acima, alguns porta-retratos com telas 3D. Viewsonic 3D Multimedia Digital Photo Frame, 3DPF8 de 8" na resolução de 800x600, preço US$ 180.00. Aiptek, Portable 3D Display, APF21X de 8", resolução de 800x600, peço US$ 200.00. Exemode, PF-3D8 de 8", resolução de 800x600, preço em torno de ¥24.800 (US$ 290.00). Fujifilm Fine Pix Real 3D V1 de 8", resolução de 800x600, preço em torno de ¥31.000 (US$ 360.00). Nikon 3D Digital Photo Frame NF-300i de 7.2", resolução de 800x600, não há venda do produto, pois é destinado aos membros da my Picturetown 3D.

Veja também:
Câmera fotográfica
Câmera digital de lente intercambiável sem espelho
Formato de tela e relação de aspecto
Formatos de vídeo HD
Pixel e imagem digital
Tecnologias de display HD
Imagem RAW

15 de novembro de 2010

Como escolher uma HDTV

Já publiquei várias postagens relacionadas a HDTV, mas como surgem muitas dúvidas na hora de decidir por uma HDTV, resolvi escrever um resumo dos itens mais importantes que devem ser avaliados. Passo a passo, para facilitar e auxiliar na decisão. Para entender melhor a terminologia utilizada ou aprofundar no assunto, inclusive após a compra, entre no link das postagens relacionadas no final da página.

1. Tecnologia

Plasma

A qualidade da imagem para assistir a um filme nesta tecnologia é indiscutível, pois as cores são mais naturais, tem alto contraste (preto com ausência de luz) e tempo de resposta rápido (0,001ms - milissegundo), apresentando imagem de alta qualidade mesmo em movimentos rápidos. Tem ótimo ângulo de visão (mesma qualidade de imagem em qualquer posição que estiver assistindo). Normalmente são de telas maiores (acima de 32 polegadas). É mais recomendada para ambientes que não tenham alta claridade. Por isso é a tecnologia preferida para quem tem Home Theater.  Em geral, tem consumo de energia maior do que LCD e um pouco mais pesada.

Hoje os principais fabricantes, estão resumidos basicamente em Panasonic, LG e Samsung, pois haviam muitas expectativas com relação às novas tecnologias que poderiam concorrer com o plasma, na qualidade de imagem, como OLED, que ainda não conseguiu viabilizar para concorrer com preços, em telas grandes de HDTV. FED e SED estão praticamente abandonadas.

LCD

Com a tecnologia básica de LCD, perde na qualidade de imagem comparada com a de plasma. Tem baixo contraste, pequeno ângulo de visão (qualidade de imagem ruim para quem estiver nas laterais, superior ou inferior da tela) e baixa qualidade na imagem de ação (movimentos rápidos), por causa do tempo de resposta lento (em torno de 8ms, as melhores chegam a 3ms).

Por ter iluminação traseira (backlight) de lâmpada fluorescente (CCFL), tem alto brilho, por isso é ótima para assistir em ambientes com bastante claridade.  Pessoas que gostam de assistir a programas com muita iluminação e cores vivas, como programas de auditório ou desenhos animados, sentem-se atraídas pela imagem desta tecnologia. O brilho ou a luminosidade do painel é dada na unidade de cd/m² (candela por metro quadrado) que normalmente em HDTV varia entre 450 a 1.000 cd/m².

Para melhorar a qualidade da imagem do LCD, foram desenvolvidas diversas implementações tecnológicas. A seguir as principais delas.

Backlight de LED: Conhecido também como HDTV de LED. Com a substituição do backlight de lâmpada fluorescente para LED, além de reduzir o consumo de energia e deixar o painel mais fino, consegue aumentar o contraste fazendo o controle dos LEDs por zona (apagando quando é preto). No edge light, onde os LEDs ficam nas 4 bordas do painel, conseguem deixar o painel ainda mais fino, mas reduz a flexibilidade de controle de iluminação por zona.

Painel IPS: Várias tecnologias como IPS, que controlam o alinhamento do cristal líquido, conseguem direcionar melhor as luzes e aumentar o ângulo de visão.

Refresh rate maior: O aumento do refresh rate (taxa de atualização de imagem na tela) para 120Hz, 240Hz ou 480Hz, conseguiu melhorar a qualidade da imagem em movimentos rápidos. Normal é de 60Hz.

2. Resolução de imagem e formato de tela

O formato de tela de uma HDTV é widescreen, que tem relação de aspecto de 16:9 (mais retangular do que o padrão de 4:3, que é mais próximo de quadrado)

Apesar de alta definição começar na resolução de 1.280x720p, as resoluções de imagens mais encontradas em HDTV no Brasil são de 1.366x768 e 1.920x1.080 (Full HD). Para tamanho de tela de até 26 polegadas, praticamente são todas de 1.366x768. Full HD começa a aparecer em tamanhos maiores do que 32 polegadas (no primeiro mundo, existem a partir de 20"). Se tem condição de comprar, prefira Full HD, pois tanto as transmissões de HDTV como as imagens do Blu-ray Disc são Full HD.

3. Tamanho da Tela

Apesar de cada um ter o seu gosto, o recomendado é que a altura da tela seja 1/3 da distância em que irá assistir. Por exemplo, se vai assistir a 150cm (1,5m) da HDTV, a altura da tela deve ser de 50cm (150/3), utilizando a tabela abaixo, na linha da altura, procure a medida mais próxima, que neste caso é de 49,8cm, portanto seria uma HDTV de 40 polegadas (na linha HDTV 16:9). A medida da largura pode ajudar na definição do espaço necessário para colocar o aparelho, mas lembre-se que a medida é só da tela, precisa adicionar as bordas. Se estiver difícil a visualização da tabela, clique na imagem para ampliar.


Caso queira comparar o tamanho da imagem (altura) em relação à TV padrão de 4:3, utilize a última linha da tabela (SDTV 4:3 equivalente), que no caso do exemplo acima, o tamanho da imagem é equivalente à TV padrão de 33 polegadas, porém mais comprida lateralmente por ser widescreen (16:9). Portanto, se quer que o tamanho da imagem continue sendo equivalente à sua atual TV padrão, por estar satisfeito, utilize os dados desta linha para achar uma HDTV equivalente, como por exemplo, se a sua TV padrão é de 26 polegadas, HDTV que tem o tamanho de imagem equivalente é a de 32 polegadas.

4. Conversor para TV Digital

Ainda, uma boa parte das HDTVs não tem o receptor de TV digital integrado, só tem o receptor de TV analógica, ou seja, é TV analógica com display digital de alta definição, por isso é conhecida como HDTV Ready (está preparada para ser, mas não é). Neste caso é necessário comprar um conversor digital externo, para poder assistir a TV digital de alta definição (compre o que tiver saída HDMI). Se não quer ter o módulo de conversor digital externo incomodando (por isso é conhecido também como set-top-box, apesar de não poder mais colocar sobre a TV), compre uma que já tem o receptor digital integrado (são mais caras).

Muitas pessoas que têm HDTV Ready, ou até as que têm HDTV (vem também com o receptor analógico), estão assistindo a imagem de TV analógica achando que é digital (em alguns casos, com a imagem esticada lateralmente para preencher a tela). Antes do término da transmissão analógica prevista para 2016, todas as HDTVs deverão sair da fábrica obrigatoriamente com o receptor de TV digital integrado.

5. Contraste

Alto contraste é uma especificação importante, pois envolve a qualidade da imagem, principalmente nas cenas em ambientes escuros, por isso os fabricantes utilizam o alto contraste como atrativo em suas HDTVs, mas tome muito cuidado, não seja enganado com contraste dinâmico, pois não existe um padrão de medição e é obtido somente num só modo de exibição. Procure saber o contraste nativo, que é o mais importante e serve como parâmetro para comparação. O problema é que muitos fabricantes só informam o contraste dinâmico.

6. Atualização de Firmware

A capacidade em atualizar o firmware, seja através de uma porta USB, cartão de memória ou internet, seria muito desejada. A atualização de firmware pode ser para correção de problemas ou melhorias no desempenho e recurso da HDTV, ou seja, para mantê-la atualizada. É interessante cadastrar no site do fabricante para poder receber informações sobre as atualizações de firmware da sua HDTV, caso exista este tipo de serviço.

7. Conexões

Quanto mais capacidade de conexão tiver é melhor. Deve ter pelo menos, todos os tipos de conectores de áudio e vídeo, tanto analógicos como digitais e principalmente o HDMI, em maior número possível (se for utilizar um conversor digital externo, um já vai ficar ocupado). Muito útil se tiver a capacidade de conexão na rede (LAN) e ter certificação DLNA, USB, cartão de memória flash, etc.

8. Recursos Adicionais

Quaisquer outros recursos adicionais são interessantes, mas obviamente encarecem o produto. Analise bem a utilidade de cada recurso, para não pagar coisas que nunca vai utilizar.

9. Decisão Final

Uma vez com opções de alguns modelos na mão, o interessante mesmo é ir à prática, ou seja, conhecer a qualidade da imagem de cada uma delas, para poder comparar e tomar a decisão final. Como nas lojas, as imagens das HDTVs ficam no modo de loja, que são fortes para se destacarem perante outras, peça ao vendedor colocar em modos diferentes de imagem e assim fazer a comparação. Escolha uma loja que tenha a claridade de ambiente mais próxima de onde vai ficar a sua HDTV.

HDTV 3D: Existem pessoas que estão aguardando pela HDTV 3D para comprar, mas por enquanto, além de ser muito cara, tem pouquíssimos conteúdos (precisa também de Blu-ray Player 3D). Apesar da grande aposta e dedicação dos fabricantes, o sucesso da HDTV 3D ainda não está totalmente garantida. A tecnologia de Frame Sequential que necessita de óculos ativos, está mais presente na maioria das HDTVs 3D, que para algumas pessoas é cansativa, não devendo ficar muito tempo assistindo em 3D. Estão lançando os autoestereoscópicos (sem óculos) e também com a tecnologia de luz polarizada, que utiliza óculos passivos. Com certeza é uma diversão e tanto, mas para quem não tem muita disponibilidade financeira, o melhor mesmo é comprar HDTV normal de 2D e aguardar os acontecimentos. Veja mais detalhes em HDTV 3D e Imagens 3D estereoscópicas.

Para saber detalhes complementares ou tirar dúvidas, veja as seguintes postagens:
HDTV
HDTV: LCD ou Plasma
Tecnologias de display HD
Imagem de alta definição
Formato de tela e relação de aspecto
Refresh rate
TV digital
Recepção de TV digital
TV digital SBTVD / ISDB-TB

Veja também:
Pixel e imagem digital
Cabos para áudio e vídeo
Upscaling e upconverting
x.v.Color e Deep Color
1080i 1080p 1080/24p

3 de novembro de 2010

Câmera digital de lente intercambiável sem espelho

Vem aumentando a oferta de uma nova categoria de câmera digital que poderia ser considerada intermediária entre a câmera digital compacta (point & shoot) e câmera DSLR (Digital Single Lens Reflex), diferente da Bridge Camera. É a câmera digital de lente intercambiável sem mecanismo de espelho (MILC - Mirror-less Interchangeable Lens Camera). Ainda não existe uma denominação definida para esta classe de câmera, por isso são chamadas também como EVIL (Electronic Viewfinder Interchangeable Lens), ILC (Interchangeable Lens Camera), Micro Camera (Micro), etc.

Apesar da Leica ter colocado no mercado, câmera digital sem espelho com lente intercambiável e sensor grande em 2006, por ser de uma tecnologia distinta (sistema rangefinder e de alto custo), o desenvolvimento do sistema Micro Four Thirds pela Panasonic e Olympus, e o lançamento da câmera Panasonic Lumix DMC-G1 no final de 2008 é considerada como a primeira câmera digital sem espelho desta nova categoria. Existe a câmera Ricoh GXR, mas a troca é feita em módulo de lente e sensor.

Neste tipo de câmera, não existe o mecanismo de espelho e nem o pentaprisma (pentaprism) ou pentaespelho (pentamirror), de uma câmera SLR, por isso tem um corpo menor, porque a lente pode ficar mais próxima do sensor de imagem e o diâmetro de montagem da objetiva é menor, consequentemente o seu peso também reduz bastante (corpo e objetiva).


Na ilustração acima, câmeras com sistema Micro Four Thirds. Panasonic Lumix DMC-GH2 que tem o sensor Live MOS 4/3" multiaspecto de 18.3Mpixels e resolução efetiva de 16.05Mpixels, formato de imagem JPEG, RAW e MPO (imagem 3D), vídeo em AVCHD (1920x1080/60i ou 1080/24p) e Quick Motion JPEG, sensibilidade ISO de 160 a 12.800, display articulado e visor eletrônico (aproximando o olho, seleciona automaticamente), o peso é de 392g (só o corpo), preço para GH2H (kit com lente HD 14-140mm) é de aproximadamente US$ 1,500.00. Olympus Pen Lite E-PL1 com sensor High Speed MOS 4/3" de 13.1Mpixels e resolução efetiva de 12.3Mpixels, imagem JPEG, RAW e JPEG+RAW, vídeo AVI Motion JPEG (1280x720/30fps), ISO 200 a 3.200, só o corpo pesa 296g, preço do kit com lente 40-150mm está em torno de US$ 1,150.00.


Acima câmeras sem espelho, mais recentes da Sony e da Samsung. Sony Alpha NEX-5 com sensor CMOS Exmor APS HD de 14.6Mpixels e resolução efetiva de 14.2Mpixels, imagens no formato JPEG, RAW e JPEG+RAW, vídeo AVCHD (1920x1080/60i) e MP4, ISO de 200 a 12.800, pesa 229g (só o corpo), preço do modelo NEX-5K (lente 18-55mm) é de US$ 700.00. Samsung NX100 com sensor de imagem CMOS APS-C de 15.1Mpixels e resolução efetiva de 14.6Mpixels, ISO 100 a 3.200, imagem JPEG e RAW, vídeo MP4 (1280x720/30), peso 282g (só o corpo), preço sugerido do kit com lente 20-50mm é de US$ 600.00.

Flange Focal Distance - FFD

Por não ter o mecanismo de espelho, a distância focal da flange (Flange Focal Distance ou Flange Back Distance), que é a distância entre o plano de montagem da objetiva (lente) e o ponto focal (sensor de imagem), fica bem menor. Na tabela ao lado, uma comparação de distâncias de algumas câmeras sem espelho e câmeras DSLR.


Na ilustração acima, uma ideia comparativa de câmeras da Panasonic, DSLR DMC-L10 e sem espelho DMC-GH2H, onde ambas têm o sensor de imagem 4/3"; na montagem, L10 é de sistema Four Thirds e o GH2 Micro Four Thirds. Para ter uma ideia, L10 com lente 14-150mm pesa 1.015g e GH2H (lente 14-140mm) pesa 852g (peso sem bateria e memória SD). Para melhor visualização, clique na imagem para ampliar.

Design

Podem ser encontradas em 2 estilos: Compacto e DSLR. Compact-Style: tem o formato e tamanho similar a de uma câmera digital compacta de porte maior. DSLR-Style: o formato é do tipo DSLR, mas é menor do que uma câmera DSLR de menor porte.

Sensor de imagem

Os sensores de imagem (Image Sensor) são grandes e similares aos utilizados em câmeras DSLR mais simples (menor sensor de uma câmera DSLR tem em torno de 4/3" - 17.3mm x 13mm), por isso conseguem captar mais luz e registrar imagens de boa qualidade, mesmo num ambiente com pouca luminosidade. Conseguem registrar imagens muito superiores do que de uma boa câmera digital compacta, que tem sensor pequeno (média em torno de 1/2.3" - 6.16mm x 4.62mm e os maiores chegam no máximo a 1/1.7" - 7.6mm x 5.7mm).

A Olympus e a Panasonic adotaram o sensor 4/3" (Four Thirds System) de 17.3mm x 13mm. A Samsung e a Sony adotaram o tamanho APS-C de 23.4mm x 15.6mm. Veja na ilustração, a comparação de tamanho entre alguns principais sensores.

Visor e Display

Como não tem espelho, não é possível ter o visor óptico através da lente, o TTL OVF (Through The Lens Optical ViewFinder), de uma câmera DSLR. Poderá ter um visor óptico, mas não será TTL e portanto apresentará problema de paralaxe (a imagem do visor fica num ângulo diferente da lente), agravada principalmente em curta distância. Para solucionar ou reduzir este problema de paralaxe, é necessário um complexo mecanismo de correção.

Nas câmeras com design compactas, a tela de display (monitor) digital serve como visor eletrônico (EVF - Electronic ViewFinder) e display de status para acertar as funções da câmera. Nestas câmeras, um visor eletrônico pode ser disponibilizado como um acessório. Já nas câmeras no formato DSLR, vem com o visor eletrônico. Um visor eletrônico não tem a mesma qualidade de um visor óptico TTL, mas algumas câmeras estão utilizando tecnologias que apresentam imagens de boa resolução e cor.

Autofoco - AF

O sistema de autofoco (AF - Auto Focus) utilizado por estas câmeras sem espelho, é a detecção de contraste (Contrast Detection). Como não consegue distinguir se o foco correto está na frente ou atrás, como no sistema de detecção de fase (Phase Detection) utilizado nas câmeras DSLR, acaba sendo um pouco mais lento, tornando-se uma desvantagem nas imagens em movimento rápido como em esportes. Apesar da Panasonic apresentar na sua nova câmera GH2, um AF de 0,1seg, quando utilizada com a lente de alta definição (HD 40-150mm).

Conforme a Panasonic, a precisão do AF no sistema de detecção de fase está em torno de 100 microns (0,1mm) no plano do sensor, e no sistema de detecção de contraste, é mais preciso em até 2 vezes, ou seja, em torno de 50 microns (0,05mm).

A vantagem do AF destas novas câmeras sem espelho, é a flexibilidade, pois poderá definir por várias áreas, por cobertura de área, por detecção de face ou sorriso, por área móvel, seguir alvo, etc.

Montagem da Lente

As montagens (mount), encaixes ou engates das lentes utilizadas nestas câmeras sem espelho, são novas, menores e incompatíveis com os atuais padrões das objetivas de câmeras DSLR. A Olympus e a Panasonic utilizam o novo padrão Micro Four Thirds, que é em torno de 6mm menor no diâmetro do que o sistema Four Thirds. A da Samsung é NX Mount e a da Sony é E Mount, que apesar de grande, é menor do que A Mount utilizada nas câmeras DSLR Alpha. Veja na ilustração, diâmetros de algumas montagens, inclusive de algumas DSLR para fazer comparação.

Adaptadores de Montagem

Muitos fabricantes, inclusive de acessórios, estão disponibilizando adaptadores (Adapter ou Adaptor) para compatibilizar as montagens destas novas câmeras sem espelho, com a montagem das objetivas das câmeras DSLR, podendo assim utilizar as lentes atualmente disponíveis, mas existe o problema de autofoco (AF), são incompatíveis, pois a maioria são do sistema de detecção de fase e portanto o foco acaba se tornando manual. Como exemplo, os adaptadores para Micro Four Thrids para objetivas M Mount e R Mount terão o foco manual e no caso do Four Thirds, funciona o AF somente nas objetivas com detecção de contraste, caso contrário, o foco é manual.


Objetivas (Lentes)

Como vimos acima, as montagens das objetivas são diferentes das utilizadas em câmeras DSLR. A utilização de objetivas das câmeras DSLR, além do problema de foco manual, o tamanho da lente se torna incômoda, por isso o ideal mesmo é utilizar as próprias lentes das novas montagens. Apesar de ter poucas objetivas disponíveis por enquanto, logo deverá aumentar as ofertas com variadas opções.


Na ilustração acima, objetivas com montagem Micro Four Thirds da Panasonic (Lumix G e Leica) e da Olympus (M.Zuiko Digital), que estão disponíveis em maior número de variedades.

Nota: Existem rumores de que os principais fabricantes Canon, Nikon e Pentax, já estão preparando e deverão apresentar em breve, as suas câmeras com lentes intercambiáveis sem espelho.

Atualizações

04/nov/2010: A Panasonic anuncia a nova câmera digital de lente intercambiável sem espelho de design compacto, Lumix DMC-GF2, uma evolução da DMC-GF1. Consideram a menor e mais leve da categoria, com flash embutido. Com a utilização da lente 3D é possível fazer imagens 3D. Montagem Micro Four Thirds. Tem o mesmo sensor do GF1, Live MOS 4/3" de 13.06Mpixels e resolução efetiva de 12.1Mpixels. Sensibilidade ISO 100 a 6.400. Imagens no formato JPEG, RAW e MPO (imagens 3D). No vídeo, agora é possível fazer gravações AVCHD Full HD (1920x1080/60i/50i) e QuickTime Motion JPEG em estéreo. Cartões de memória SDXC/SDHC/SD. A dimensão é de 112.8x67.8x32.8 (mm) e o peso 265g (só o corpo). O início da comercialização está prevista para janeiro de 2011. Veja detalhes no site da Panasonic.

16/nov/2010: A Olympus anuncia a sua nova câmera sem espelho, mais leve do mundo com kit de objetiva zoom, Olympus Pen Lite E-PL1s com montagem Micro Four Thirds. Início da comercialização será de 4 de dezembro no Japão. O corpo é o mesmo da E-PL1 (veja no início da página), melhorando a sensibilidade para até ISO 6.400, mantendo o resto das especificações. Reduzindo o peso da nova objetiva 14-42mm (21g) e no peso da bateria (2g), o peso total do kit ficou em 454g. Não haverá venda somente do corpo. O preço para kit com lente M.ZUIKO DIGITAL 14-42mm, deverá ser em torno de ¥65.000 (US$ 760.00) e o Double Kit, com lente adicional de M.ZUIKO DIGITAL ED 40-150mm, deverá ser em torno de ¥85.000 (US$ 1,000.00). Site japonês da Olympus.

07/fev/2011: A Olympus fez anúncio de que as empresas Carl Zeiss, Schneider-Kreuznach e Komamura, irão lançar lentes e acessórios com padrão de montagem Micro Four Thirds. Por enquanto não há nenhum produto anunciado pelos fabricantes e nem de lançamentos.

08/fev/2011: Hoje a Sony anunciou que a partir de 1º de abril, o padrão de montagem E Mount será livre e aberto, e que as empresas Carl Zeiss, Cosina, Sigma e Tamron receberam com muita satisfação a esta decisão. As empresas terão mais liberdade em lançar lentes e adaptadores, por isso, em breve os consumidores terão muitas opções disponíveis no mercado.

23/set/2011: A Nikon também lança dois modelos de câmeras digitais da série Nikon 1, denominada Advanced Camera com lente intercambiável, Nikon 1 V1 e Nikon 1 J1, que deverão ser colocados à venda a partir de 20 de outubro. Sensor de imagem é o novo formato CX, Super High Speed AF CMOS de 10.1 Mpixel de 13.2mm x 8.8mm. ISO 100 a 3.200, e em manual com opção de Hi1, pode chegar a 6.400. Formatos RAW, JPEG e RAW+JPEG. Vídeo de 1920x1080/60i ou 30p em H.264/MPEG4 AVC e áudio estéreo AAC. Processador de imagem EXPEED 3. Será colocado à venda o adaptador FT1 para a montagem F. A expectativa de preço para V1 é de ¥105.000 (com kit de lente Nikon 1 Nikkor 10mm) no Japão e de US$ 900.00 (com kit de lente Zoom Nikon 1 Nikkor VR 10mm - 30mm) nos EUA. Mais detalhes no site da Nikon.

23/jul/2012: A Canon lança também a sua câmera non-reflex, EOS M (significando Mini, Mobility). Os destaques estão no seu sensor de imagem CMOS de 18Mpixels do tamanho APS-C, venda simultânea do adaptador para montagem EF e sapata para acessórios compatível com demais EOS. Processador de imagem DIGIC 5. Possível armazenamento em RAW e ISO 100 a 12.800 (expansível para 25.600). Gravação de vídeo em 1920x1080 com áudio estéreo. Armazenamento em cartão SDXC/SDHC/SD, inclusive UHS-I. Início da comercialização no Japão será em meado de setembro, a preço de ¥69.000, só corpo. Nos EUA, um kit com lente 22mm é de US$ 799.99. Veja no site da Canon USA.  


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